A Década dos Afrodescendentes

Em sua Assembleia Geral de 2016, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou o Plano de Ação da Década dos Afrodescendentes nas Américas (2016–2025), reconhecendo que os povos afrodescendentes das Américas descendem de milhões de africanos que foram escravizados e transportados à força no contexto da prática desumana do tráfico transatlântico, entre os séculos XV e XIX.

O Plano de Ação delineia uma série de atividades-chave a fim de promover a conscientização sobre a situação dos afrodescendentes nas Américas e assegurar sua plena participação na vida social, econômica e política, bem como estabelece a comemoração anual do Dia Internacional da Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos.

Em fevereiro de 2018, os Estados membros instituíram a Semana Interamericana dos Afrodescendentes nas Américas, a fim de lembrar o legado da escravidão e do tráfico de escravos e suas consequências na vida dos afrodescendentes, além de promover maior consciência e respeito pela diversidade do patrimônio e da cultura dos povos de origem africana e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade.

Em celebração à Década Internacional dos Afrodescendentes nas Américas, e de acordo com o espírito da resolução, a OEA está destacando a influência dos afrodescendentes na formação de nossas sociedades mediante a apresentação de perfis de figuras historicamente renomadas que se sobressaíram em sua contribuição nacional ou hemisférica para as Artes e a Cultura, os Esportes, a Política, os Direitos Humanos e a Ciência, ou que com seu trabalho deram uma contribuição significativa para suas nações ou sua região.

A celebração acontece no âmbito da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que proclamou o período de 2015–2024 como a Década dos Afrodescendentes, citando a necessidade de fortalecer a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno gozo dos direitos econômicos, sociais, culturais e civis dos afrodescendentes, e a sua plena e igual participação em todos os aspectos da sociedade.


Luis Almagro Lemes
Secretário-Geral da OEA


Nestor Mendez
Secretário-Geral Adjunto da OEA

 

Documentário “Testemunho Afro Paraguai”

Documentário “Testemunho Afro Paraguai”

Paraguai

O documentário "Testemunho Afro Paraguaio" reúne depoimentos sobre a presença de afrodescendentes no Paraguai e trata de sua origem, costumes, tradições, destino e situação atual.

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Curta-metragem Assim soa o Capote

Curta-metragem "Assim soa o Capote"

Peru

No curta-metragem peruano "Assim soa o Capote", os moradores de Capote narram como a música e a dança afro fazem parte das tradições e raízes da comunidade. Assim também as crianças e os jovens mostram que querem manter esta herança.

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Lázaro Medina

Lázaro Medina

Local de nascimento: Fernando de la Mora, Paraguai
Data de nascimento:
9 de novembro de 1962

Lázaro Medina foi quem, durante sua vida, esforçou-se por manter vivos as tradições e os costumes dos afrodescendentes no Paraguai. Foi um dos fundadores e diretor da Associação Grupo Tradicional Kamba Cua (Ballet Kamba Cua desde 1991), que tem reconhecimento internacional e já ganhou importantes prêmios e distinções.

Lázaro Medina lutou durante toda sua vida pelo reconhecimento das culturas afro do Paraguai e para que os descendentes sentissem orgulho de suas raízes.

Foi distinguido por sua participação como painelista na Conferência Mundial sobre Racismo, Discriminação Racial e Outras Formas de Intolerância em Durban, África do Sul, em 2001, e deu palestras em vários outros países. Em nível local, dedicou-se a visitar todos os núcleos afro do país, a conviver com as pessoas, escutar suas necessidades e apoiá-las em sua luta contra a discriminação e a perda de suas terras. O grupo de Medina foi o único grupo da comunidade que sempre buscou reivindicar a cultura afrodescendente no Paraguai.

Lázaro Medina era conhecido por seu trabalho incansável em favor dos costumes de seus antepassados, tradição que herdou do pai, Don Santiago Medina, e que se encarregou de transmitir a seus filhos, sobrinhos, e a todos os membros de sua comunidade. Além de ser um bailarino sem igual, Lázaro Medina foi um grande lutador pela preservação da tradição afro no Paraguai e é considerado a espinha dorsal do Balé Kamba Cua.

 

Santiago Medina

Santiago Medina

Local de nascimento: San Lorenzo, Paraguai
Data de nascimento:
25 de julho de 1917

O bailarino, professor e percussionista Santiago Medina foi criador e promotor do grupo afro-paraguaio de tambores e balé Kamba Cua.

Lutou para manter a cultura afro no país. Graças a ele, mantiveram-se as tradições da comunidade de geração em geração, e foi ele o pilar fundamental do grupo Kamba Cua.

Fez muito pela cultura afro-paraguaia, como bailarino, percussionista, professor e lutador.

Aos 16 anos de idade, percebeu que os costumes, as tradições, os ritmos de tambores e as danças estavam se perdendo na comunidade. Diante dessa situação, foi recriando, praticando e rememorando os toques dos ritmos que se estavam perdendo, usando para tanto uma caixa de sabão todos os dias. Até que um dia, finalmente conseguiu recordar de novo todas as batidas musicais.

Depois disso, transmitiu seus conhecimentos de percussão a seus primos e vizinhos da comunidade Kamba Cua. Foi a partir daí que a comunidade pôde recuperar sua identidade cultural e ancestral até os dias de hoje, graças àquele jovem que teve a visão de recuperar suas origens por meio dos sons dos tambores e das danças de Kamba Cua.

O chamado avô dos Kamba Cua também foi jogador de futebol, prestou serviços à pátria, servindo na Cavalaria e destacando-se como melhor cavaleiro, e foi um dos fundadores do grupo de tambores e balé Kamba Cua.

 

Sofía Carrillo

Sofía Carrillo

Local de nascimento: Lima, Peru
Data de nascimento:
25 de fevereiro de 1979

Sofía Carrillo é ativista afro-peruana e defensora dos direitos humanos.  Formada em Jornalismo com estudos em Mestrado de Gestão Social da PUCP, é especialista em direitos sexuais e reprodutivos, gênero e interseccionalidade. Já trabalhou nos setores público e privado.

Em 2018, foi reconhecida pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos por sua defesa dos direitos da população afro-peruana, das mulheres e das comunidades excluídas e discriminadas. Em 2019, a Anistia Internacional reconheceu-a como defensora dos direitos humanos no âmbito da campanha mundial “Valente”.

Foi apresentadora do programa “A la Cuenta de Tres” na TV Peru (2017). Atualmente, apresenta programas de rádio e televisão da IRTP. Participou como delegada oficial e/ou representante da sociedade civil em eventos internacionais sobre População e Desenvolvimento no México, Inglaterra, Quênia e Estados Unidos, para citar alguns.

 

Filme Cimarrones

Filme "Cimarrones"

Peru

Considerado um dos primeiros filmes sociais peruanos, o curta Cimarrones narra o episódio em que um grupo de quilombolas, escravos rebeldes que levavam uma vida de liberdade longe das cidades, assaltam uma caravana e libertam dois escravos que os colonizadores espanhóis tomaram para ser executado.

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Elza Soares

Elza Soares

Local de nascimento: Rio de Janeiro, Brasil
Data de nascimento:
23 de junho de 1930

Nome artístico de Elza Gomes da Conceição, foi uma cantora, compositora musical e puxadora de samba-enredo brasileira, que flertou com vários gêneros musicais, como samba, jazz, samba-jazz, sambalanço, bossa nova, mpb, soul, rock e música eletrônica. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, teve inúmeras músicas no topo das listas de sucesso no Brasil. Os seus maiores sucessos incluem "Se Acaso Você Chegasse" (1960), "Boato" (1961), "Cadeira Vazia" (1961), "Só Danço Samba" (1963), "Mulata Assanhada" (1965) e "Aquarela Brasileira" (1974). Eleita pela BBC de Londres `A voz do milênio` na virada de 1999 para 2000, a cantora sempre será uma forte representante do ativismo negro no país, conhecida por sempre apoiar mulheres negras artistas e lutar contra qualquer forma de preconceito.

 

Januário Garcia Filho

Januário Garcia Filho

Local de nascimento: Belo Horizonte, Brasil
Data de nascimento:
16 de novembro de 1943

Foi um fotógrafo brasileiro. Com extenso trabalho nas áreas de publicidade, música e documentação de afrodescendentes em âmbitos social, político, cultural e econômico, Januário participava de importantes espaços de memória, arte e cultura do povo negro além do âmbito profissional. Foi autor das fotos de capas de álbuns icônicos de artistas como Gilberto Gil, Tim Maia, Belchior, Chico Buarque e Leci Brandão. Januário teve seu trabalho exposto em diversos países. Formou-se em Comunicação Visual pela International Camaramen School, com estágio no Studio Gamma, sob orientação do fotógrafo George Racz, e cursos de extensão de arte visual, história da arte e Videomaker. Serviu como presidente do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e foi membro do Conselho Memorial Zumbi. Foi autor de mais de 100 mil fotos ao longo da carreira.

 

Elizabeth Forbes Brooks (Miss Lizzie Nelson)

Elizabeth Forbes Brooks (“Miss Lizzie Nelson”)

Local de nascimento: Punta Fría, Bluefields, Nicarágua
Data de nascimento:
11 de dezembro de 1922

Elizabeth Forbes Brooks (“Miss Lizzie Nelson”), professora primária e secundária do Colégio Moraviano de Bluefields por mais de três décadas, incansável promotora da cultura crioula, particularmente da dança caribenha e da celebração do Festival “Palo de Mayo”.

Foi reconhecida pelo Conselho Regional Autônomo da Costa Caribe Sul como Mãe da Autonomia. Foi a primeira pessoa a ser reconhecida como Tesouro Humano da Cultura Nicaraguense, em 2011. Morreu em 2 de maio de 2021.

 

Francisco Sambola

Francisco Sambola

Local de nascimento: Comunidade Orinoco, Lagoa das Pérolas, Nicarágua
Data de nascimento:
11 de outubro de 1949

Líder do povo garífuna, neto do fundador da Comunidade Orinoco (John Sambola) e principal promotor do processo de revitalização da cultura garífuna na Nicarágua, especialmente da língua do povo garífuna. Participou ativamente da consulta e aprovação da Lei 28, Estatuto de Autonomia da Costa do Caribe da Nicarágua. Foi professor primário por mais de vinte anos em diferentes comunidades da bacia da Lagoa das Pérolas. Morreu em 24 de junho de 2001.

 

Eintou Pearl Springer

Eintou Pearl Springer

Local de nascimento: Santa Cruz, Trinidad e Tobago
Data de nascimento:
24 de novembro de 1944

Eintou Pearl Springer, nascida em 24 de novembro de 1944, em Santa Cruz, Trinidad e Tobago, é internacionalmente reconhecida como poeta, dramaturga, atriz premiada e contadora de histórias tradicionais. Recebeu o prêmio nacional Humming Bird Silver, por sua contribuição para o desenvolvimento das artes e da cultura. Por meio de sua empresa familiar da área da cultura IDAKEDA e da ONG Indigenous Creative Arts Network (ICAN), criou iniciativas para populações em situação de vulnerabilidade usando uma combinação de literatura, história e teatro para capacitar jovens de comunidades carentes.

Ocupou o cargo de poeta laureada de Port of Spain de 2000 a 2009 e publicou quatro volumes de poesia para adultos, dois volumes de poesia e histórias para crianças, um livro sobre sítios do patrimônio africano em Trinidad e Tobago, um texto de Estudos Sociais sobre o Caribe, e Survivor (atualmente uma leitura recomendada para estudantes de Arte Dramática), coleção de treze (13) peças de teatro infanto-juvenis (2017). Seus trabalhos acadêmicos e poesias figuram em inúmeras antologias.

 

 Curta-metragem Quebra-gelo

Curta-metragem "Quebra-gelo"

Canadá

"Quebra-gelo" é um curta-metragem que revela a história enterrada de uma liga de hóquei negra pioneira no Atlântico Canadense.

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Documental “The Colour of Beauty”

Documentário curto “The Color of Beauty”

Canadá

“The Color of Beauty”, produzido pelo National Film Board of Canada, é um documentário curto e chocante que examina o racismo na indústria da moda.

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Cortometraje “Black Soul”

Curta-metragem “Black Soul”

Canadá

“Black Soul” é um curta-metragem de animação canadense que mergulha no coração da cultura negra com uma emocionante viagem pela história. Veja como um menino traça suas raízes através das histórias que sua avó compartilha com ele sobre os eventos que moldaram sua herança cultural.

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cortometraje “Crafting Our Indigenous Memory”

Filme “Crafting Our Indigenous Memory”

São Vicente e Granadinas

O filme “Crafting Our Indigenous Memory”, de Akley Olton, é uma exploração da produção artesanal e da história indígena da nação caribenha de São Vicente e Granadinas.

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Primitivo Efrén Mayren Santos

Primitivo Efrén Mayren Santos

Local de nascimento: Oaxaca, México
Data de nascimento:
19 de junho de 1937

Homem orgulhosamente afro-mexicano mais conhecido como don Efrén, originário da comunidade de El Ciruelo, Santiago Pinotepa Nacional, Oaxaca.

Em 1963 se propôs a promover o gênero musical son de artesa, que foi apresentado à comunidade na festa do santo padroeiro de El Ciruelo. Da mesma forma, por meio da música e com a necessidade de incorporar elementos de identidade, compôs diversas canções: “Evento de negros” e logo depois “El vagabundo”, “Amor de pobre”, “El pescador”, “El mocosito”, “El chile suelto”.

Para Primitivo Efrén Mayren Santos, a importância de preservar e compartilhar com os jovens reside no fato de que é a herança cultural e histórica que ele pode dar. Além disso, pretende que o son de artesa volte a ser parte central das festas do povoado, sendo a única comunidade afro-mexicana de El Ciruelo, Pinotepa Nacional, Oaxaca, que canta e dança o son de artesa.

 

Juliana Acevedo Avila

Juliana Acevedo Avila

Local de nascimento: Oaxaca, México
Data de nascimento:
19 de junho de 1979

Contribui em diferentes âmbitos (poesia, pintura e ativismo) para a visibilidade das comunidades negras ou afrodescendentes no México, assim como para o respeito aos direitos humanos individuais e coletivos, particularmente para erradicar o racismo e a discriminação racial.

Foi porta-voz perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre o reconhecimento estatístico e jurídico dos afro-mexicanos. Esteve em mesas de trabalho e diálogo com vários órgãos governamentais. Atualmente busca o empoderamento das mulheres negras, promovendo processos para fortalecer a liderança das mulheres afro-mexicanas, motivo pelo qual faz parte da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora, divisão México.

Publicou em 2018 “Los Pueblos Negros de México: Su lucha por la sobrevivencia cultural y el reconocimiento jurídico. Costa Chica de Oaxaca y Guerrero”.

 

Doutor Walter Rodney

Doutor Walter Rodney

Local de nascimento: Georgetown, Guiana
Data de nascimento:
23 de março de 1942

O Doutor Walter Anthony Rodney frequentou o Queen’s College (escola secundária de origem britânica) e formou-se no topo da classe em 1960. Recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade das Índias Ocidentais (UWI), no campus de Mona na Jamaica, onde se formou bacharel em História com distinção em 1963. Continuou seus estudos na Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS) da Universidade de Londres, onde se formou em 1966, aos 24 anos, com um doutorado com distinção em História Africana.

Em 1966, assumiu seu primeiro emprego como professor na Universidade de Dar es Salaam, na Tanzânia. Enquanto lá, expandiu suas perspectivas pan-africanas dentro da linha marxista. Em 1968, retornou à UWI na Jamaica, onde lecionou um curso de história africana. Rodney continuou usando a História para elucidar a opressão exercida pelos europeus e envolveu-se nas lutas de libertação para a África. Inspirado nas lutas do apartheid e da descolonização, seu livro seminal foi publicado em 1972 com o título “Como a Europa subdesenvolveu a África”.

Em 1974, retornou à Guiana para assumir um cargo de professor de História na Universidade da Guiana. A nomeação foi rescindida pelo Governo. Rodney então uniu forças com vários movimentos de protesto e tornou-se um dos fundadores da Aliança dos Trabalhadores, tendo sido figura-chave no movimento crescente de protestos contra o governo antidemocrático do Senhor Burnham e do partido político Congresso Nacional Popular (PNC). Representando uma ameaça para este último, a partir dali Rodney viveu sob assédio contínuo da polícia e ameaças até ser assassinado com uma bomba em 13 de junho de 1980.

 

Cuffy

Cuffy

Local de nascimento: Gana e trazido para a Guiana pelo comércio transatlântico de escravos
Data de nascimento:
Desconhecida

Cuffy era um acã que foi capturado em sua terra natal na África Ocidental e trabalhou nas plantações da colônia holandesa de Berbice na Guiana. Tornou-se símbolo nacional de resistência por haver liderado uma revolta de mais de 2.500 escravos contra os colonialistas em 1763.

Cuffy vivia em Lilienburg, uma fazenda localizada às margens do rio Berbice, e trabalhava como escravo doméstico. Em 23 de fevereiro (hoje Dia da República da Guiana) de 1763, escravos da fazenda Magdalenenberg, no Rio Canje, rebelaram-se contra o tratamento cruel e desumano.

Cuffy foi logo aceito pelos rebeldes como seu líder e declarou-se governador de Berbice. Ao fazê-lo, nomeou o capitão Accara como seu representante em assuntos militares. Em 2 de abril de 1763, Cuffy escreveu ao governador Van Hoogenheim dizendo que não queria uma guerra contra os colonos e propôs uma divisão de Berbice com os colonos ocupando as áreas costeiras, e os ex-escravos, o interior.

O governador Van Hoogenheim adiou sua decisão, respondendo que ela teria que ser tomada pela Sociedade de Berbice em Amsterdã, o que levaria de três a quatro meses. O governador estava, na verdade, esperando o apoio das colônias vizinhas, Suriname e Barbados.

Cuffy ordenou que suas forças atacassem os colonos em maio de 1763, mas ao fazê-lo sofreu graves perdas. A derrota abriu uma divisão entre os rebeldes e enfraqueceu a rebelião. Accara tornou-se o líder de uma nova facção que se opôs a Cuffy, o que levou a uma guerra civil entre eles mesmos.

Cuffy ficou desalentado e, diante das dificuldades crescentes, cometeu suicídio.

 

Bispo Randolph George

Bispo Randolph George

Local de nascimento: Berbice, Guiana
Data de nascimento:
15 de julho de 1924

Randolph Oswald George, ex-bispo da Guiana, foi um líder astuto e de voz branda da diocese anglicana. O bispo George recebeu sua educação e formação para o sacerdócio na Faculdade de Teologia Codrington de Barbados. Concluído seu trabalho na paróquia de São Pedro em Barbados, passou uma década na Inglaterra e um tempo considerável em Trinidad e Tobago.

O bispo George voltou à Guiana, onde se tornou reitor da Catedral de São Jorge e decano de Georgetown. Em outubro de 1976, o bispo George foi promovido a segundo bispo sufragâneo de Georgetown. Alguns anos mais tarde, em 1980, o bispo George tornou-se bispo da prestigiosa Catedral de São Jorge, localizada em Georgetown. Permaneceu nesse posto até sua aposentadoria em 2008.

Na época conturbada dos anos 80, o bispo George tornou-se um defensor dos direitos humanos, da justiça social e da mudança no sistema político que tinha se desenvolvido na Guiana desde sua independência em 1966.

Após a mudança de governo em 1992, ele foi escolhido para chefiar a Comissão de Relações Raciais do Governo em 1993. Um ano depois, recebeu um dos prêmios nacionais da Guiana, a Coroa de Honra do Cacique.

Será lembrado como uma pessoa cuja “influência é considerada como de natureza unificadora devido ao seu trabalho para superar as muitas desigualdades presentes em nossa sociedade”.

 

Sherman Thomas Jackson

Sherman Thomas Jackson

Local de nascimento: São José, Costa Rica
Data de nascimento:
24 de janeiro de 1939

Filho de pai jamaicano e mãe costa-riquenha, destacou-se por suas muitas lutas no país e tornou-se referência para toda a comunidade afrodescendente na Costa Rica.

Sherman Thomas foi doutor em Química e destacou-se em diversos cargos que ocupou na Universidade da Costa Rica desde seu ingresso, em 1958.

Dedicou sua vida à academia, foi reitor interino da Universidade Estatal a Distância e foi também o primeiro afro-costa-riquenho a ser candidato à Presidência, com o Partido Renovación Costarricense nas eleições de 1998.

Além disso, foi também o primeiro afro-costa-riquenho a ser presidente do Colégio Federado de Químicos e Engenheiros Químicos da Costa Rica.

 

Epsy Campbell Barr

Epsy Campbell Barr

Local de Nascimento: San Jose, Costa Rica
Data de nascimento:
4 de julho de 1963

Vice-Presidente da República da Costa Rica (2018-2022), a primeira mulher afro-costa-riquenha e a segunda mulher afrodescendente a ocupar esse alto cargo nas Américas.

Foi promotora na Costa Rica da aprovação da Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância (2016); promoveu a comemoração do Dia Internacional dos Afrodescendentes (2021) e do Fórum Permanente dos Afrodescendentes na Organização das Nações Unidas (2021). Além disso, foi membro do Comitê que preparou o "Relatório Regional de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe: Progresso Multidimensional" (2016) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, diretora de mais de quinze investigações internacionais e autora de 20 publicações sobre inclusão social.

Acompanha os compromissos nacionais e internacionais do país para o cumprimento da Década Internacional dos Afrodescendentes e seus planos de ação e promove uma série de iniciativas e estratégias em favor dessa população.

 

Carmen Platero

Carmen Platero

Local de nascimento: Cidade de La Plata, Província de Buenos Aires, Argentina
Data de nascimento:
3 de agosto de 1934

Carmen Platero foi uma dramaturga afro-portenha fundadora da Comédia Negra de Buenos Aires. Sua contribuição foi fundamental para a visibilidade da cultura afro-argentina. Seu primeiro espetáculo foi um monólogo: Tango para solo de mujer.

Junto com a irmã, Susana Platero, criou a icônica obra intitulada Calunga Andumba, que contava com textos de autores afro-argentinos e afro-latino-americanos e estreou em 1975.

As apresentações foram interrompidas em 1976 com o golpe militar, e Platero teve de se exilar até o retorno da democracia na Argentina. Depois de uma década, em 1987, com a irmã Susana, fundaram a citada Comédia Negra de Buenos Aires.

Destacamos sua participação na Terceira Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância (Durban, 2001), que transformou a história do movimento afro internacional. Na Argentina, potencializou a voz das organizações do movimento afro-argentino e afrodescendente, contribuindo para o seu desenvolvimento como movimento social.

Faleceu em 16 de março de 2020.

 

Isabel Ramírez Lino de Arana “Doña Catatu”

Isabel Ramírez Lino de Arana “Doña Catatu”

Local de nascimento: Livingston, Guatemala
Data de nascimento:
8 de novembro de 1927

Isabel Ramírez Lino de Arana, mais conhecida como “Dona Catatu” no centro urbano de Livingston (La Buga), na Guatemala, é uma mulher garífuna de 94 anos, que se casou com Eusebio Arana Arzú, com quem teve 10 filhos.

Mulher lutadora, trabalhou como parteira durante mais de sete décadas, ajudando a trazer ao mundo os filhos e as filhas de muitas famílias das diferentes culturas que existem em Livingston, Izabal.

Não há dados exatos sobre quantas crianças foram, mas estima-se que tenham sido entre 1400 e 1600 meninas e meninos do povo garífuna, assim como do povo q'eqchi, da comunidade hindu e da comunidade mestiça da cidade de Livingston.

Palavras emblemáticas de Dona Catatu como “Agradeço ao Senhor de Esquipulas por me dar permissão para não perder nenhuma criança durante um parto” marcam a humildade dessa bela mulher que, em todos aqueles anos, trabalhou sem qualquer intenção de lucrar com os seus pacientes.

Dona Catatu é um ícone na cidade de Livingston por sua humildade e dedicação às pessoas que um dia precisaram dela.
  

 

Viola Desmond

Viola Desmond

Local de nascimento: Halifax, Nova Escócia, Canadá
Data de nascimento:
6 de julho de 1914

Viola Desmond foi uma empresária afro-canadense e ativista dos direitos civis nascida em Halifax, Nova Escócia. Em 1946, nove anos antes do famoso protesto de ônibus da americana Rosa Parks, Viola enfrentou a segregação racial quando se recusou a sair do setor “exclusivo para brancos” de um cinema. Ela foi detida, presa e condenada, sem representação legal, por uma obscura acusação de evasão fiscal (no valor de um centavo). Viola e a comunidade negra apelaram à Suprema Corte provincial e, embora não tenham tido êxito, a sua rebeldia corajosa arrebatou a comunidade negra da Nova Escócia e ajudou a inspirar o movimento dos direitos civis no Canadá.

Em 2010, o governo da Nova Escócia pediu desculpas pela injustiça, e Viola recebeu um perdão póstumo do primeiro tenente-governador negro da Nova Escócia. Em 2018, o governo canadense nomeou Viola como Pessoa Histórica Nacional, e ela tornou-se a primeira mulher canadense a aparecer sozinha em uma nota de dinheiro — a nota de 10 dólares. Viola Desmond morreu em 7 de fevereiro de 1965.

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Barbarita Lara Calderón

Barbarita Lara Calderón

Local de nascimento: Esmeraldas, Equador
Data de nascimento:
5 de agosto de 1966

Ainda muito jovem, a afro-equatoriana Barbarita Lara Calderón surgiu como líder nas comunidades do Vale Chota–Mira e, aos 28 anos, fez parte do Movimento Juventude em Ação e Progresso, dedicado ao desenvolvimento de infraestrutura para serviços básicos na comunidade de Mascarilla. Suas ações refletiram um processo de transição e transformação política, social e econômica que estava ocorrendo no Equador — a reforma agrária e o primeiro boom petrolífero — e que afetava diretamente as referidas comunidades.

Nos anos 80, participou do Movimento Afro-Equatoriano de Conscientização (MAEC), de onde promoveu, compartilhou e divulgou informações sobre a identidade cultural étnica afro-equatoriana, bem como a história dos afrodescendentes no Equador, em bairros urbanos marginalizados de Quito com uma população migrante afro-chotenha e afro-esmeraldenha. Essa etapa permitiu que se aprofundasse nas suas raízes e compartilhasse os seus conhecimentos.

Em 2006, foi eleita presidente da Coordenadoria Nacional de Mulheres Negras do Equador (CONAMUNE), movimento social orientado à luta pelos direitos e demandas das mulheres afrodescendentes do país, do qual é membro fundador.

Com o trabalho de etnoeducação realizado por Barbarita, em 2012 publica-se uma série de textos etnoeducativos sobre a história do afro-equatoriano para ser incorporada à malha educacional das escolas e instituições educacionais do Vale Chota-Carchi. Os textos são intitulados “Origens. Módulos de etnoeducação afro-equatoriana”.

É formada em Pedagogia, com especialização em História e Geografia, pela Universidade Central do Equador, e tem Diploma Superior em Estudos da Cultura, com menção Diáspora Afro-Andina, pela Universidade Andina Simón Bolívar.

 

Haydee Massoni Cano

Haydee Massoni Cano

Local de nascimento: Lima, Peru
Data de nascimento:
5 de novembro de 1942

Fundadora de restaurantes populares autogeridos, atriz de teatro, comunicadora, advogada e ativista afro-peruana. Desde muito jovem, sentiu a discriminação racial e as barreiras que ela implicava para o seu desenvolvimento. Apesar disso, envolveu-se ativamente no trabalho comunitário por sua vocação de serviço. Em paralelo ao cuidado da própria família, atuou como delegada de saúde comunitária. Em 1978, envolveu-se na fundação de restaurantes populares autogeridos. Por volta de 1992, foi convidada para entrar no mundo do teatro, onde sente que começou seu ativismo afrodescendente, por ser uma ferramenta que lhe permitiu fortalecer sua autoestima e identidade. A partir daquela experiência, envolveu-se com organizações de afrodescendentes, chegando a fundar a Pastoral Afro-Peruana de Comas e depois a Pastoral Afro-Peruana de Callao. Em 2016, formou-se advogada e até hoje continua trabalhando como ativista afro-peruana, atriz de teatro e promotora social.

 

Thelma King Harrison

Thelma King Harrison

Local de nascimento: Cidade do Panamá, República do Panamá
Data de nascimento:
31 de janeiro de 1921

Thelma King Harrison, de ascendência jamaicana por parte de mãe e inglesa por parte de pai, foi professora, advogada, jornalista e defensora das lutas dos destituídos, pela igualdade de direitos e pela soberania panamenha.

A sua condição de pobreza serviu de estímulo para que se educasse. Aprendeu inglês de forma autodidata para comunicar-se com a avó jamaicana.

Primeira mulher vice-cônsul (Liverpool-1957) e deputada pela província de Colón (1960), núcleo da comunidade afrodescendente, orientou projetos de interesse social e patriótico, como a designação de “Ponte das Américas” para a ponte sobre o Canal do Panamá. Apoiou os trabalhadores na grande greve da banana (1962) e impulsionou a campanha internacional pela soberania como parte de sua participação no movimento popular de 9 de janeiro de 1964, que desencadeou a etapa ab-rogatória nas relações Panamá–Estados Unidos. Foi detida no golpe militar de 1969 e exilada até 1978.

Faleceu em 7 de novembro de 1993.

 

Lindberg Oswaldo Valencia Zamora

Lindberg Oswaldo Valencia Zamora

Local de nascimento: Esmeraldas, Equador
Data de nascimento:
5 de agosto de 1966

Lindberg Oswaldo Valencia Zamora nasceu em Esmeraldas, Equador, em 5 de agosto de 1966. É músico marimbeiro, intérprete, educador e pesquisador de renome. Atualmente leciona uma cátedra sobre marimba na Faculdade de Artes da Universidade Central e também é instrutor de música afro da Casa de las Bandas de Quito.

Valencia Zamora estudou pedagogia musical na Universidade de Manabí, antropologia na Universidade Politécnica Salesiana, e Educação Física na Universidade Luis Vargas Torres.

Destacou-se em inúmeras atividades artísticas e tocou com várias bandas, dentre elas, Tierra Caliente, La Katanga, Z-Mar, Chigualeros, Azuquito, Manglar, Azúcar Negra, La Grupa, Ecuatoriales Juyungo e Ubuntu.  

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Walter Ferguson

Walter Ferguson

Local de nascimento: Guabito, Panamá
Data de nascimento:
7 de maio de 1919

Nasceu em Guabito (Panamá) em 7 de maio de 1919, mas logo adotou a nacionalidade costa-riquenha.

Insigne cantor e compositor de Limón e criador do calipso na Costa Rica, Walter Ferguson completa 102 anos neste 7 de maio. Com mais de 150 canções compostas, embora apenas 40 tenham sido gravadas, o mestre Ferguson criou, ao longo da sua vida, um legado de expressão autêntica da cultura afro-caribenha.

Seu aniversário coincide com a celebração do Dia Nacional do Calipso Costa-Riquenho, desde que o gênero musical foi reconhecido, em 2018, como patrimônio cultural intangível da Costa Rica.

No exuberante Caribe, o pequeno Walter cresceu rodeado pela natureza e pelo mar, que lhe deram a inspiração perfeita para criar dezenas de canções que um século depois o catapultaram a referência da cultura caribenha da Costa Rica.

Por seu legado cultural e por seu século de vida dedicado à música caribenha, Walter Ferguson é o calipsoniano maior da Costa Rica.

 

Lucía Asué Mbomío Rubio

Lucía Asué Mbomío Rubio

Local de nascimento: Madri, Espanha
Data de nascimento:
1981

Lucía Asué Mbomío Rubio é jornalista e escritora, nascida em Madri, de mãe de Segóvia, Espanha, e pai de Niefang, Guiné Equatorial.

Trabalha como repórter em programas como Españoles en el Mundo (TVE1), Madrid Directo (Telemadrid), El Método Gonzo (Antena 3) ou, atualmente, em Aquí la Tierra (TVE1). Para a televisão pública da Guiné Equatorial (TVGE) fez reportagens sobre HIV, gravidez precoce ou empoderamento de pessoas com diversidade funcional, em colaboração com organismos como UNICEF, FNUAP e a ONG local Biriaelat.

Também dirigiu e roteirizou documentários para a série televisiva En Tierra de los Nadie, da Movistar, registrando o trabalho de organizações como Médicos do Mundo, Missão Internacional de Justiça ou a Organização Internacional para Migrações, e tratando de temas como a reconstrução do Haiti ou a exploração sexual de crianças no Camboja.

Atua, ademais, como professora e ativista, lecionando jornalismo em escolas de mestrado, ministrando oficinas sobre meios de comunicação e afrodescendência, e escrevendo para a revista digital Afroféminas.

 

Vicente Guerrero

Vicente Guerrero

Local de nascimento: Tixtla, Estado de Guerrero, México
Data de nascimento:
9 de agosto de 1782

Vicente Guerrero nasceu em 9 de agosto de 1782, em Tixtla, Estado de Guerrero. Primeiro presidente mexicano de origem africana, lutou para acabar com a escravidão, tecendo laços com as comunidades indígenas.

Por preconceitos raciais, foi alvo de insultos à sua capacidade intelectual; porém, usou a discriminação como voz para alcançar dignidade e liberdade para os mexicanos, com o slogan “Mi patria es primero” (O meu país vem primeiro).

Seu trabalho multifacetado marcou as esferas social, militar e política da primeira metade do século XIX — figura de resistência e revolta, consumador da Independência do México em 1821, defensor incansável de um sistema republicano mais justo e mais livre.

Em 1829 emitiu o Decreto de Abolição da Escravatura, e conseguiu o desaparecimento do sistema de castas da legislação. Posteriormente, em 1833, foi declarado Benemérito da Pátria.

 

Eulalia Bernard Little

Eulalia Bernard Little

Local de nascimento: Puerto Limón, Costa Rica
Data de nascimento:
1935

Eulalia Bernard Little foi a primeira mulher afro-costa-riquenha a publicar na Costa Rica. Com seus escritos, contribuiu para proteger e transmitir o patrimônio cultural afrodescendente. Também recebeu inúmeros reconhecimentos por seu trabalho em defesa dos direitos das mulheres e das minorias. É a fundadora da Cátedra de Estudos da Cultura Afro-Americana da Universidade da Costa Rica e professora de literatura afro-caribenha em universidades dos Estados Unidos e do Canadá.

Bernard foi adida cultural na Jamaica e também trabalhou na ONU como pesquisadora dos trabalhos criativos dos negros na América.

Eulalia Bernard publica suas obras em espanhol, inglês e mekatelyu (crioulo limonês). Nelas, resgata a riqueza de sua terra natal, Limón, percebendo sua província como depositária da memória ancestral do povo afrodescendente. Sua obra tem uma visão afrocêntrica, centrada nas relações existentes entre a América e a África.

 

Marielba Herrera Reina

Marielba Herrera Reina

Local de nascimento: São Salvador, El Salvador
Data de nascimento:
15 de dezembro de 1976

Marielba Herrera Reina é antropóloga afro-salvadorenha, professora universitária e consultora cultural. Pesquisou e publicou livros e artigos sobre religiosidade popular, identidades de povos indígenas e afrodescendentes em El Salvador em diferentes espaços latino-americanos.

Em 2019, foi selecionada para participar do Programa de Visitantes Internacionais (IVLP): “Participação de minorias e ONGs no processo democrático”, que foi patrocinado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos por intermédio da Seção de Assuntos Públicos da Embaixada dos Estados Unidos.

Pertence à Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora. Atualmente é presidente e fundadora da Rede de Estudos Afro-Centro-Americanos, organização que tem por objetivo auxiliar o setor acadêmico e a população afro-centro-americana na difusão do legado africano na diáspora e no reconhecimento da produção das pesquisas dos intelectuais orgânicos afro-centro-americanos.