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Secretário-Geral

Ceremônia de Posse do Luis Almagro como Secretário-Geral da OEA

Washington, D.C., 26 de maio de 2015

O Secretário-Geral da instituição hemisférica anunciou que trabalhará com todos os países da região “sem exceção” e expressou sua convicção de que “chegou a hora de dar fim a fragmentações desnecessárias”. “A partir de 26 de maio, como Secretário-Geral da OEA, os meus esforços serão focados em fazer da Organização um instrumento útil para os interesses de todos os Americanos, sejam eles do centro, do sul, do norte ou do Caribe,” afirmou.

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Luis Almagro Lemes

Luis Almagro Lemes
Secretário-Geral

Luis Almagro Lemes foi eleito Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 18 de março de 2015, com o apoio unânime de 33 dos 34 Estados-Membros, e uma abstenção. Ao assumir a liderança da OEA, declarou que um dos principais pilares de sua administração será “mais direitos para mais pessoas” e que trabalhará para aproximar a Organização da nova realidade do Hemisfério, contribuindo assim para garantir uma maior democracia, uma maior segurança e uma maior prosperidade para todos.

Diplomata de carreira, Almagro ocupou o cargo de Ministro das Relações Exteriores de seu país entre 2010 e 1º de março de 2015. Ele possui uma vasta experiência regional e internacional. Além disso, foi eleito Senador nas eleições nacionais do Uruguai, em outubro de 2014.

Sua liderança à frente da diplomacia uruguaia foi caracterizada pelo ativismo em defesa dos direitos humanos e civis a nível regional e global; a inserção do Uruguai nos mercados não tradicionais; a diversificação dos mesmos; e o fortalecimento da imagem do país como uma sociedade democrática, justa, tolerante, diversa, com cada vez mais direitos para mais uruguaios.

Como Ministro das Relações Exteriores do entaõ Presidente José Mujica, realizou várias iniciativas emblemáticas que permitiram ao pequeno país sul-americano se destacar no cenário mundial. Essas iniciativas incluem a transferência ao território uruguaio de vários detidos da prisão de Guantánamo; a recepção de dezenas de famílias sírias, vítimas civis do conflito nesse país; e o apoio das Nações Unidas para que a partir de 2016 o Uruguai passe a ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança.

Também durante a administração do chanceler Almagro, o Uruguai manteve sua presença no Haiti para garantir o processo de reconstrução do país após o terremoto devastador de 2010.

Conhecedor dos novos alinhamentos regionais, Almagro participou ativamente da consolidação da UNASUL e da CELAC e, como membro da delegação especial da UNASUL à Venezuela em 2014, ele cumpriu o papel de promotor do diálogo entre o governo e a oposição para deter a violência daquele momento.

Gerador de consensos na região e, ao mesmo tempo, impulsor de iniciativas inovadoras, conseguiu durante a sua administração alcançar um acordo – aguardado por décadas – para a exportação de produtos cítricos aos Estados Unidos, um mercado-chave para esse setor, enquanto se implementavam programas de cooperação bilaterais em áreas de inovação científica e tecnológica.

O Uruguai também desenvolveu programas específicos de cooperação para o desenvolvimento com a Bolívia, o Paraguai, e várias nações africanas no âmbito da visão de solidariedade internacional que marcou a gestão do então chanceler.

Além do mais, o Secretário-Geral da OEA foi embaixador junto à República Popular da China durante cinco anos, depois de ter ocupado cargos diplomáticos de alto nível no Ministério das Relações Exteriores de seu país e nas missões diplomáticas do Uruguai na Alemanha e no Irã.

Em 2014, a revista Foreign Policy escolheu-o como Pensador Global, sendo um dos dez tomadores de decisão do mundo selecionados para receberem esse prêmio internacional.

Advogado de profissão, Almagro é casado e tem sete filhos. Além do espanhol, fala inglês e francês.