Este ano, a OEA comemora um marco histórico: o Décimo Aniversário da Carta Democrática Interamericana.
Na Declaração da Cidade de Québec (abril de 2010), os Presidentes e Primeiros-Ministros da região, reunidos na Terceira Cúpula das Américas, reafirmaram seu compromisso comum com a democracia, e instruíram seus Ministros das Relações Exteriores para que preparassem uma Carta Democrática Interamericana a fim de reforçar os instrumentos da OEA que já existiam em matéria de defesa da democracia representativa. Os instrumentos que existiam nesse momento eram: a Carta da OEA (1948); o Protocolo de Cartagena(1985); a resolução da Assembléia Geral AG/RES. 1080 (XXI-O/91) adotada em Santiago, Chile, em 1991; e o Protocolo de Washington (1997).
É a afirmação de que a democracia é e deve ser a forma de governo comum a todos os Estados das Américas e que ela constitui um compromisso coletivo para fortalecer e preservar o sistema democrático na região. O Artigo 1 estabelece inequivocamente que: "Os povos da América têm direito à democracia e seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la".
O principal propósito desse instrumento interamericano é fortalecer e preservar as instituições democráticas dos Estados das Américas. A Carta define os elementos essenciais da democracia e sua relação com o desenvolvimento integral e o combate à pobreza. Também estabelece como a democracia deve ser defendida quando está sob ameaça. Além disso, promove uma cultura democrática e a organização de missões de observação eleitoral.
A Carta define um conjunto de valores e direitos essenciais, entre os quais:
A Carta Democrática Interamericana foi aprovada pelos Estados Membros da OEA durante uma Sessão Extraordinária da Assembléia Geral realizada em 11 de setembro de 2001, em Lima, Peru.