OFICINA DEL INSPECTOR GENERAL OIG


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ESCRITÓRIO DO INSPETOR-GERAL
RELATÓRIO DE ATIVIDADES

1999

 

* 1 de janeiro a 31 de março de 1999
* 1º de abril a 30 de junho de 1999
* 1° de julho a 30 de setembro de 1999

* 1 de janeiro a 31 de março de 1999

* Relatórios de auditoria

As três auditorias realizadas no primeiro trimestre de 1999 foram efetuadas como parte do plano de auditorias fixado pelo Inspetor-Geral para o ano de 1999.

1. Realizou-se uma auditoria do Escritório da Secretaria-Geral em São Vicente e Granadinas a fim de identificar os mecanismos de controle de suas atividades. Examinamos atividades operacionais e financeiras selecionadas, inclusive recebimentos e desembolsos de dinheiro no período de janeiro a dezembro de 1998, a fim de avaliar a efetividade, eficiência e economia no controle interno, bem como verificar se o Escritório vem cumprindo suas responsabilidades de acordo com as normas de procedimento da OEA. Verificamos com razoável precisão que, na maioria das vezes, o controle interno no Escritório é adequado, porquanto assegura a devida autorização de transações e atividades, adequada proteção de ativos e registros e a correta escrituração de transações e seus montantes. Constatamos que o controle interno adotado permite ao Escritório continuar a desenvolver suas atividades operacionais de maneira satisfatória, mesmo na ausência de um Diretor in loco por um período de quase nove meses. Constatamos também que as principais deficiências observadas durante a auditoria foram o descuido da necessidade de duas assinaturas para desembolsos superiores a US$5 000 e a não-apresentação de informes trimestrais sobre bens importados com isenção de direitos alfandegários. Acreditamos que a falta de um Diretor in loco e os limitados recursos humanos de que o Escritório dispunha durante a maior parte do período em exame tenham sido os principais responsáveis pelas deficiências observadas durante a auditoria. As cinco recomendações constantes do relatório da auditoria (SG/OIG/Audit-01/99) foram aprovadas pelo Secretário-Geral.

2. Realizou-se na Secretaria-Geral uma auditoria das viagens oficiais (SG/OIG/Audit 02/99), a título de acompanhamento da auditoria de 1996, a fim de avaliar em que medida a SG/OEA tem observado as normas que regem as viagens em missão oficial. A auditoria focalizou o atual controle interno da justificação, aprovação, preparação e apresentação de relatórios de despesas, método de adiantamentos de viagem, prestação de contas após o regresso de viagens oficiais e registro de férias gozadas pelo funcionário durante tais viagens. A auditoria verificou deficiências decorrentes da não-observância das atuais normas da OEA. Especificamente, o relatório se refere 1) à falta de adequada autorização de supervisores, 2) à demora em apresentar as solicitações de reembolso de despesas de viagem, que se requer sejam feitas dentro do período de 15 dias, 3) à demora em efetuar reembolsos à SG/OEA, 4) às discrepâncias encontradas em pagamentos de despesas de viagem, 5) à ausência de documentos que justifiquem os ajustamentos da remuneração de viáticos e 6) à necessidade de exame mais minucioso, por parte dos diretores responsáveis, da autorização de viagem.

O Secretário Adjunto de Administração, após examinar o projeto de relatorio e anteriormente à nossa apresentação do relatório final, expediu o memorando MAN/AS/061-99, levando à atenção dos diretores e administradores as principais deficiências observadas na auditoria, ou seja, a necessidade de autorização no nível de supervisão adequado, de exame mais minucioso por parte do supervisor e de que sejam apresentadas as solicitações de reembolso de despesas de viagem e efetuados os reembolsos à SG/OEA, se os houver, dentro do período previsto de 15 dias.

O relatório apresenta quatro recomendações para o fortalecimento do controle interno do processamento operacional das viagens oficiais da SG/OEA. Recomenda especificamente 1) que o Departamento de Serviços Financeiros implemente um sistema de acompanhamento para monitoramento das solicitações de desembolso de despesas de viagem, inclusive das datas de apresentação destas, 2) a necessidade de aprovação no nível administrativo adequado, 3) a necessidade de documentos que justifiquem os ajustamentos da remuneração de viáticos concedida pelo Departamento de Recursos Humanos e 4) a dedução de montante equivalente a férias gozadas por um funcionário sem autorização enquanto em viagem oficial.

3. A auditoria a que se refere o relatório SG/OIG/Audit 03/99 foi realizada a fim de determinar o cumprimento dos termos dos acordos de projeto e avaliar o controle interno da execução das atividades dos projetos. Essa auditoria confirmou os resultados de auditorias anteriores, em que se constatou a necessidade de mais efetiva administração dos projetos pela Secretaria Executiva de Desenvolvimento Integral (SEDI) e de desembolso oportuno de recursos de projetos a fim de que os objetivos destes posam ser alcançados dentro dos prazos previstos. A auditoria examinou os seguintes quatro projetos:

  • Melhoramento do Ensino das Ciências e da Matemática no Nível Primário

  • Diversificação e Integração Econômicas, Liberalização do Comércio e Acesso a Mercados

  • Desenvolvimento das Pequenas Empresas

  • Turismo Histórico

O projeto de Melhoramento do Ensino das Ciências e da Matemática foi concebido de maneira a dar maior realce ao currículo de ciências e matemática mediante o uso do ambiente natural como recurso de aprendizagem, bem como treinar professores no uso da Internet como meio de comunicação e como fonte de informação. Os recursos do projeto foram enviados diretamente ao seu órgão executor ao passo que os recursos dos outros três projetos foram desembolsados mediante o uso do novo mecanismo da Conta Fiduciária. Esse mecanismo confere ao diretor do Escritório da Secretaria-Geral nos Estados membros autorização para o desembolso de recursos de uma Conta Fiduciária na sede para o órgão executor de um projeto.

Verificamos nessa auditoria que, embora o Acordo de Execução requeira que os recursos do projeto sejam mantidos em conta bancária separada e que seja concedido ao Inspetor-Geral acesso pleno, livre e ilimitado ao processo, era limitado nosso alcance na auditoria, porquanto o órgão executor (CCST), representado pelo Diretor da UNECLAC (agência subsidiária das Nações Unidas), restringiu nosso acesso à documentação, registros bancários e faturas do projeto. Constatamos que, contrariamente aos termos do acordo do projeto, a SEDI autorizara o órgão executor a utilizar a conta bancária da UNECLAC para o recebimento e desembolso de recursos do projeto. Por ocasião de nossa visita de campo, o órgão executor nos informou que as normas da UNECLAC proibiam a auditoria de seus livros por qualquer outra agência. Examinamos os demonstrativos das despesas, que mostravam o recebimento de US$421 210 e as despesas totais de $386 558, inclusive despesas administrativas, o que deixava um saldo de $34 651,69, que foram reembolsados à OEA em 28 de janeiro de 1999. As cópias de faturas de materiais e autorizações de viagem que nos foram apresentadas em comprovação de algumas despesas perfaziam cerca de 15% das despesas efetuadas; por conseguinte, não havia prova ou documentação comprovante de 85% das despesas do projeto. Em reunião com o Secretário Executivo de Desenvolvimento Integral e alguns de seus funcionários, discutimos as circunstâncias dessa auditoria. O relatório recomenda que a SEDI considere a terminação de quaisquer contratos em que os órgãos executores não satisfaçam aos requisitos dos acordos de execução, especialmente à necessidade de separação de contas bancárias e acesso ilimitado do Inspetor-Geral. Recomenda também mais efetiva administração dos projetos por parte da SEDI, a fim de assegurar a obediência aos acordos contratuais.

O projeto Diversificação e Integração Econômicas, Liberalização do Comércio e Acesso aos Mercados foi concebido com vistas a facilitar a avaliação do impacto da liberalização do comércio na economia e identificar os setores que apresentem alto potencial de crescimento das exportações e para os quais o investimento poderia ser canalizado. A auditoria verificou que haviam sido desembolsados apenas 40% dos recursos do projeto, mas todas as suas despesas se achavam plenamente documentadas. Constatamos que o Coordenador do Projeto declarara haver encontrado pequenas dificuldades na conclusão da primeira parte do projeto e que as atividades da segunda e terceira partes não haviam sido desenvolvidas em virtude do limitado tempo disponível para conseguir um consultor adequado e concluir o estudo. Entretanto, na avaliação desse projeto, o Diretor do Escritório da Secretaria-Geral no país declarara que o principal problema do projeto era a inadequada capacidade de administração. Nosso exame confirmou que os objetivos do projeto não estavam sendo alcançados e recomendamos que a SEDI consiga a supervisão adequada dos projetos a fim de assegurar que os recursos, inclusive a contratação de indivíduos competentes, sejam efetivamente utilizados.

O objetivo do projeto Desenvolvimento das Pequenas Empresas é aumentar as oportunidades de negócio num Estado membro, coordenando e facilitando a criação e expansão das oportunidades de investimento, emprego e auto-emprego, mediante treinamento em investimento e desenvolvimento de serviços de extensão que apóiem o crescimento do setor das pequenas empresas. Verificamos que apenas 70% dos recursos do projeto foram desembolsados e, de acordo com as diretrizes da OEA, o saldo será reembolsado ao FEMCIDI. Verificamos também que certas atividades planejadas para cerca de 42% dos recursos desembolsados não foram desenvolvidas e recomendamos que tais recursos sejam reembolsados ao FEMCIDI pelo órgão executor. Somos de opinião que os objetivos do projeto não estavam sendo alcançados precipuamente porque os desembolsos não eram efetuados oportunamente para a observância dos prazos fixados.

Os principais objetivos do projeto Turismo Histórico são a promoção, documentação e apresentação em vários meios de comunicação das tradições e do patrimônio cultural dos Estados membros, o desenvolvimento de aldeias de artesanato e do setor artesanal para o ensino, produção e venda de objetos artesanais, desenvolvimento, administração e comercialização do turismo histórico, seus cenários, suas atividades. A auditoria verificou que as despesas foram adequadamente justificadas e documentadas e os relatórios de acompanhamento fundamentados por análises financeiras e faturas adequadas. Constatamos que cerca de 80% dos recursos totais do projeto foram desembolsados mediante o uso do mecanismo da Conta Fiduciária e quase 48% das despesas efetuadas referiam-se à administração do projeto, inclusive aluguel de escritório e serviços contratuais do coordenador do projeto. O órgão executor manifestou satisfação pelo trabalho concluído e o Diretor do Escritório da Secretaria-Geral no país informou haverem sido alcançados os objetivos globais do projeto.

As dez recomendações constantes dos relatórios SG/OIG/Audit 02/99 e SG/OIG/Audit 03/99 foram submetidas à consideração do Secretário-Geral, mas até este momento não foram aprovadas.

* Outras atividades

O Inspetor-Geral e representantes do Escritório do Inspetor-Geral continuaram a participar, como observadores, de comissões e grupos de trabalho da Secretaria-Geral relacionados com assuntos de especial interesse para o Escritório. O Inspetor-Geral participou de reuniões do pessoal de duas das áreas da Secretaria-Geral e manteve discussões com o pessoal visando a fortalecer o controle interno na Secretaria-Geral e explicar o papel e mandato do Escritório do Inspetor-Geral.

10 de maio de 1999

 Linda P. Fealing
Inspetor-Geral

 * 1º de abril a 30 de junho de 1999

* Relatório de Auditoria

De acordo com o plano de trabalho de 1999 do Escritório do Inspetor-Geral (OIG) para este trimestre, realizou-se a auditoria SG/AUDIT-04/99 sobre os pagamentos de horas extraordinárias efetuados pela Secretaria-Geral. Esta auditoria foi levada a cabo para verificar se está sendo cumprido o disposto na resolução AG/RES. 1 (XXV-E/98), aprovada no Vigésimo Quinto Período Extraordinário de Sessões da Assembléia Geral, sobre o orçamento-programa da Organização para 1999, mediante a qual se instruiu o Secretário-Geral a pagar as horas extraordinárias com tempo compensatório, na medida do possível, e também para dar seguimento às recomendações da auditoria de 1995 (SG/OIG/AUDIT-15/95).

A auditoria compreende as transações processadas de janeiro de 1998 a janeiro de 1999. Constatou-se que ainda existem inúmeras deficiências nos controles internos identificados previamente por meio da auditoria de 1995. Verificamos, especificamente, que não estão sendo seguidos os procedimentos estabelecidos para preencher corretamente o formulário de horas extraordinárias, havendo-se efetuado pagamentos com informação incorreta e deficiente. Foram também encontrados casos de duplicação de pagamentos e pagamentos excessivos. Além disso, as solicitações de pagamento nem sempre foram fundamentadas pelas Folhas de Registro de Entrada e Saída, requisito necessário para verificar as horas extraordinárias anotadas no devido formulário. As 17 recomendações que foram aprovadas pelo Secretário-Geral, que proporcionam as diretrizes a seguir para a administração do pagamento de horas extraordinárias e para o fortalecimento dos controles internos, já foram implementadas pela Subsecretaria de Administração.

A investigação SG/OIG/INVEST-01/99 foi levada a cabo para determinar o ocorrido em 1997 com a compra e transporte de equipamento de computação para um dos Escritórios nos Estados membros. Verificamos que, no fim de 1997, o Departamento de Recursos Materiais (DMR) remeteu o equipamento, em representação do Departamento de Sistemas Administrativos e de Informação Tecnológica (DMSIT), mas na ocasião em que fizemos esta investigação, o equipamento ainda não havia chegado a este Escritório. Nossa investigação revelou que o DMR faz regularmente numerosas remessas de equipamento em nome da Secretaria-Geral da OEA sem problema algum e que este caso foi um incidente isolado, que ocorreu por não se haver dado seguimento adequado ao recebimento do equipamento. O Departamento de Recursos Materiais nos informou que, devido à redução de pessoal, tiveram de estabelecer novos procedimentos que requerem que, assim que chegue a notificação da data do transporte do equipamento, cabe ao Escritório que o solicitou fazer o devido acompanhamento.

Como resultado de nossa investigação, o equipamento foi localizado num depósito de carga do aeroporto. Além disso, a companhia aérea não notificou o Escritório naquele país membro sobre a chegada do equipamento. Antes de concluir este relatório, esse Escritório nos informou que já estavam tramitando a documentação requerida para a liberação alfandegária e para poder tomar posse do equipamento. A fim de evitar que isto volte a ocorrer no futuro, apresentamos duas recomendações sobre políticas de procedimento relacionadas com a notificação do destinatário de qualquer equipamento de computação que se remeta da sede. Essas recomendações foram aprovadas pelo Secretário-Geral e já foram executadas.

Foram aprovados todos os relatórios de auditoria que foram submetidos ao Secretário-Geral e que se referem ao período terminado em 30 de junho de 1999.

* Trabalhos em andamento

De acordo com o plano de trabalho do Escritório do Inspetor-Geral, estão sendo realizadas as seguintes auditorias correspondentes ao segundo trimestre, que ainda não foram concluídas:

1. Unidade de Desenvolvimento Social e Educação
2. Unidade de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
3. Escritório de Ciência e Tecnologia
4. Missão Civil Internacional no Haiti (MICIVIH)
5. Chamadas de longa distância

Os relatórios finais serão apresentados no próximo relatório trimestral.

* Outras atividades

A Inspetora-Geral e os representantes do Escritório do Inspetor-Geral continuaram a participar como observadores em vários comitês e grupos de trabalho da Secretaria-Geral, bem como nas reuniões semanais da Equipe de Implementação do sistema ORACLE, da Junta de Publicações e da Comissão de Seleção e Adjudicação. De conformidade com o requisito referente a programas de educação contínua e desenvolvimento profissional, a Inspetora-Geral assistiu à 58a Conferência Internacional do Instituto de Auditores Internos, realizada em Montreal, de 20 a 23 de junho de 1999.

12 de agosto de 1999

Linda P. Fealing
Inspetora-Geral

 

 * 1° de julho a 30 de setembro de 1999

Neste período foram levadas a efeito quatro auditorias e uma investigação e todos os relatórios respectivos, submetidos ao Secretário-Geral, foram aprovados.

 * Relatórios de Auditoria

1. Um Memorando de Entendimento (MDE), de 17 de julho de 1997 entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e a OEA, contém os termos e as condições que regem a estrutura, apoio e atividades da missão conjunta MICIVIH, inclusive disposições orçamentárias e a base dos acordos de compartilhamento de custos. A Inspetora-Geral foi instruída pelo Secretário-Geral a fazer uma auditoria especial a fim de determinar especificamente o seguinte: 1. grau das obrigações da SG/OEA com relação às despesas conjuntas da ONU; 2. montante de recursos disponíveis para atender a essas obrigações; 3. como se permitiu que obrigações substanciais estimadas, supostamente não financiadas, fossem acumuladas no período de janeiro de 1998 a abril de 1999 na ausência de firmes compromissos com o financiamento de projetos; 4. se controles constantes do MDE de 1997 foram evitados para permitir o acúmulo de obrigações pendentes e, finalmente, proporcionar um relatório com recomendações. A auditoria SG/OIG/Audit 05/99 (Faturamento de custos OEA/ONU referentes ao Projeto MICIVIH) proporcionou ao Secretário-Geral a informação requerida a respeito do grau de passivos e montantes de recursos disponíveis. A auditoria também determinou que o Especialista Principal (UPD) não gerenciou com eficiência o Projeto MICIVIH a partir da Sede e especificamente fez cálculos errôneos a respeito do montante de fundos disponíveis em 1999 para liquidar o passivo pendente com as Nações Unidas. Fizeram-se sete recomendações especificamente relacionadas com a liquidação do passivo pendente OEA/ONU com vistas a uma gestão mais eficiente e ao fortalecimento de controles internos a fim de evitar a recorrência desse incidente isolado.

2. A auditoria SG/OIG/Audit 07/99 (Escritório da OEA nas Bahamas e projeto) foi feita de acordo com o plano de trabalho de 1999 para avaliar controles internos no Escritório da OEA nas Bahamas referentes a recibos e desembolsos em dinheiro líquido e verificar se esse escritório está cumprindo as suas responsabilidades de acordo com as normas e procedimentos da OEA. Confirmamos com segurança razoável que, na maior parte, os controles internos desse escritório são adequados para registrar transações e desembolsos. Entretanto, chegamos à conclusão de que há necessidade de reforçar os controles internos referentes à autorização prévia para desembolsos e uso de ativos da OEA, incluindo telefone e automóvel. O ponto mais fraco identificado durante a auditoria foi a necessidade de cumprir as diretivas da OEA no tocante a telefonemas, viagem, uso do veículo da OEA e desembolso de despesas diversas, bem como a necessidade de obter duas assinaturas para montantes superiores a US$5.000. Durante a nossa revisão, examinamos três projetos (Desenvolvimento de um Programa de Avaliação do Impacto Ambiental, Empreendimento para a Juventude das Bahamas e Desenvolvimento de uma Biblioteca Comunitária/Centro de Recursos) implementados nesse Estado membro. Concluímos que um dos relatórios finais não foi apresentado. Na nossa opinião, os objetivos de dois desses projetos não foram cumpridos, devido principalmente à lentidão da implementação, demora de desembolso de fundos do projeto e na aquisição de equipamento/materiais para o projeto antes do prazo de 31 de dezembro de 1998. Foram feitas 11 recomendações para reforçar os pontos fracos do controle interno identificados.

A auditoria também identificou certas despesas pessoais do Diretor que tinham sido incluídas nos desembolsos da OEA. Em relatório separado ao Secretário-Geral, fizeram-se recomendações a esse respeito, com indicação de uma ação disciplinar apropriada.

3. As auditorias SG/OIG/Audit 08/99 ( Oracle Government Financial™ NT Server) e SG/OIG/Audit 09/99 (Oracle Government Financial™ Applications and Database Servers) foram levadas a efeito para analisar a segurança e os controles do Servidor NT e seu domínio de rede NT correlato, os procedimentos de segurança e integridade de dados do Servidor de Banco de Dados Oracle, bem como a produção do Oracle Government Financials e do Oracle Project Management. Estas duas auditorias identificaram debilidades de segurança e controle para as quais se fizeram as devidas recomendações. Além disso, como o relatório de auditoria revela certas debilidades e vulnerabilidades do sistema, o Escritório da Inspetora-Geral tomou certas medidas de precaução, inclusive distribuição do relatório de proteção relativas ao acesso não autorizado ao sistema de computação da OEA.

4. Foi feita a auditoria SG/OIG/Invest/02/99 (Investigação de Telefonemas de Longa Distância) para avaliar os controles internos de despesas com telefonemas de longa distância na Secretaria-Geral e verificar se as despesas tinham sido reembolsadas de acordo com as normas e procedimentos da SG/OEA. Concluímos que foi introduzido na OEA um plano especial destinado a reduzir as tarifas dos órgãos públicos, porém o volume de telefonemas de longa distância aumentou em 1997 e 1998. A investigação determinou que os custos telefônicos incorridos em 1998 foram excessivos e que os funcionários não estavam efetivamente cumprindo as normas e procedimentos da SG/OEA no tocante a telefonemas de longa distância. Com base em nossas conclusões e em discussões com o Departamento de Recursos Materiais, medidas corretivas, inclusive a publicação do Memorando MAN/DMR/278/99 que determinou procedimentos adicionais com vistas a um controle mais eficiente de telefonemas de longa distância, foram tomadas por esse Departamento antes da finalização do relatório. O relatório contém duas recomendações relacionadas principalmente com o maior uso de e-mail e fax na Secretaria-Geral para reduzir os custos de telefonemas de longa distância.

* Outras atividades

A Inspetora-Geral e representantes do Escritório da Inspetora-Geral continuaram a participar como observadores de diversas comissões e grupos de trabalho da Secretaria-Geral em assuntos de interesse especial desse Escritório. Em cumprimento do requisito de adotar programas de educação contínua e desenvolvimento profissional, o Auditor Sênior participou de um curso de treinamento em auditoria de aplicações comerciais automatizadas, realizado em Boston de 9 a 11 de agosto de 1999.

8 de outubro de 1999

 Linda P. Fealing
Inspetora-Geral

Descargo