Organization of
American States

Structure

Language

About OAS | Member States | News | Multimedia | Publications | Documents | Outreach | Resources

 Email this page 

 



:: Main page ::
 

Líderes não superam divergências

 
Gazeta Mercantil
Monterrey (México), 13 de janeiro de 2004

Representantes latino-americanos resistem à pauta dos EUA, que querem Alca no debate. Marcada por um ostensivo aparato de segurança e pelas divergências entre seus integrantes, foi aberta ontem a Reunião Extraordinária de Cúpula das Américas, em Monterrey, no México. Os países da América Latina resistiram às tentativas norte-americanas de colocar as questões comerciais no centro do debate e insistiram na manutenção da pauta original do encontro, que é a discussão da pobreza, desenvolvimento econômico e social e democracia. Os representantes de 34 países do continente, menos Cuba, mantiveram reuniões privadas durante todo o dia, antecipando-se à abertura do encontro.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, receberia outros 33 mandatários, na abertura da reunião.

O presidente José Inácio Lula da Silva, que chegou ontem pela manhã ao México (ver abaixo), tinha reunião marcada com o presidente americano, após a cerimônia de abertura da Cúpula, que se encerra hoje. O encontro, com a diferença de quatro horas entre Brasil e México, estava agendado para as 0h20 (hora de Brasília). Antes disso, Lula reuniu-se com o presidente do México, Vicente Fox, e com os presidentes Alejandro Toledo, do Peru e Hugo Chávez, da Venezuela.

À tarde, reuniram-se os presidentes George W. Bush, e Vicente Fox, do México, cujas relações sofreram abalos, devido aos problemas com imigração e o Iraque. A Casa Branca considerou o encontro dos presidentes não apenas como uma oportunidade de aparar arestas entre os dois países, mas também para ganhar mais pontos políticos com vistas a um futuro segundo mandato de Bush.

Bush e o referendo

Em entrevista coletiva após o encontro, Bush declarou que os EUA e o México vão trabalhar juntos e com a Organização dos Estados Americanos (OEA), para garantir "a integridade" dos esforços para o referendo sobre a permanência do presidente venezuelano, Hugo Chávez. "O presidente Fox e eu prosseguiremos com os esforços pela democracia na região. Trabalharemos com a OEA, para assegurar o processo de referendo em andamento na Venezuela", disse.

Bush chegou a Monterrey, cidade industrial, ao meio-dia, em um aeroporto patrulhado por soldados e seguranças. O presidente e sua esposa, Laura, caminharam em meio a duas fileiras de oficiais mexicanos. O casal foi seguido no cortejo pelo secretário de Estado, Colin Powell, a conselheira de segurança nacional, Condoleezza Rice, e o ministro da Casa Civil, Andy Card. No vôo de 90 minutos do Texas para Monterrey, o presidente norte-americano ouviu um resumo de Rice e Powell sobre a reunião de cúpula, informou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan.

Em seu encontro com Fox, disse McClellan, o presidente dos Estados Unidos discutiu sua nova e mais aberta política de imigração, enfatizando a segurança das fronteiras e o livre comércio. O porta-voz refutou a idéia de que a reunião foi uma oportunidade de dissipar divergências.

"Mantemos um bom relacionamento com o México, e o presidente Fox é um bom amigo do nosso presidente", informou McClellan. "Sejam quais forem as diferenças que tivemos no passado, temos muitos desafios em comum, e trabalhamos em conjunto para enfrentá-los."

Bush aborreceu Fox quando relegou para segundo plano o assunto da imigração, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. O relacionamento entre ambos voltou a piorar, quando o México não apoiou os EUA na invasão do Iraque. Entretanto esperava-se que os dois mandatários sorrissem, pelo menos para as câmaras de televisão, na cúpula de líderes democraticamente eleitos. Cuba não foi convidada a participar.

Os milhões de Montesinos

Uma fonte administrativa divulgou que os Estados Unidos também poderão anunciar o retorno ao Peru de US$ 20 milhões supostamente roubados por Vladimiro Montesinos, ex-chefe da inteligência peruana, e colocados em contas bancárias no território norte-americano.

No domingo, em um encontro de portas fechadas, o presidente do México, Vicente Fox, e o primeiro-ministro canadense, Paul Martin, anunciaram seu apoio ao fortalecimento e expansão da Área de Livre Comércio para a América do Norte (Nafta). Fox e Martin também disseram que trabalharão para garantir que medidas anti-terroristas não afetem o fluxo comercial e de pessoas entre México, Canadá e Estados Unidos.

Cordialidade, desavenças

Apesar dos cordiais apertos de mão, esperava-se que os desacordos marcassem presença na reunião. Os países da América Latina discutiram com os EUA até quase o amanhecer de sábado, e não chegaram a concordar em vários pontos de uma minuta a ser debatida na reunião de cúpula. Os americanos, além de insistir no prazo para a Alca, também querem expulsar os governos corruptos da OEA.

 
 


Press Releases - Latest News - Photo Gallery - Videos - Radio
  Key Subjects - Structure - Calendar - Search - Home

© Copyright 2009. Organization of American States. All Rights Reserved.
Headquarters: 17th Street & Constitution Ave., N.W., Washington, D.C. 20006, USA
Tel. (202)458-3000 / Email: OASWeb@oas.org

Terms of Use & Privacy Notice | Contacts and comments | Site Map | Help | Text version