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Histórico do Processo das Cidips
Desenvolvimento de direito internacional... |
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desenvolvimento
de direito internacional privado
(Documento
preparado pela Subsecretaria de Assuntos Jurídicos)
Há
muito o Direito Internacional Privado é o instrumento que regula
as relações entre nossas sociedades, facilitando o movimento das
pessoas, o intercâmbio de bens e serviços, promovendo a
integração e combatendo atividades transfronteiriças ilegais.
O processo de codificação do Direito Internacional
Privado no âmbito interamericano é uma das atividades jurídicas
em curso nos Estados americanos desde as últimas décadas do
século XIX. Esse
trabalho já assumiu distintas formas institucionais e atualmente
está sendo executado como um processo jurídico por meio das
Conferências Especializadas sobre Direito Internacional Privado (CIDIPs).
Em
1975, ao reunir-se a primeira CIDIP, a OEA tomou um caminho
familiar, que trilhara pela primeira vez para o fim do século XIX.
A adoção dos primeiros Tratados de Montevidéu, em 1889,
e do Código de Bustamante, em 1928, lançou as bases para a
instituição do Direito Internacional Privado no Hemisfério.
Desde
que se iniciou o trabalho de codificação do Direito
Internacional Privado, adotaram-se duas abordagens diferentes.
A primeira era global e visava construir um corpo normativo
único, que abrangesse todas as normas desse ramo do Direito,
enquanto a outra buscava um processo mais gradual e progressivo,
que compreendesse a redação de instrumentos internacionais
específicos em distintas áreas jurídicas.
A
redação de um código único de Direito Internacional Privado
foi a abordagem que prevaleceu no Congresso de Lima, reunido em
1877, e culminou com a adoção do Código de Bustamante na Sexta
Conferência Internacional Americana, realizada em Havana em 1928.
No
período que se seguiu imediatamente ao estabelecimento da
Organização dos Estados Americanos, a Comissão Jurídica
Interamericana envidou novos esforços para codificar todas as
distintas áreas do Direito Internacional Privado. Com esta finalidade, a Comissão propôs que se revisasse o
Código de Bustamante para determinar se era possível fundir seus
dispositivos com os dos Tratados de Montevidéu de 1889 e 1939-40,
à luz dos textos do Restatement
of the Law of the Conflict of Laws relativos ao Direito
Internacional Privado.
Como
fruto desses esforços, a Comissão Jurídica Interamericana
elaborou um projeto de código que, no entanto, não logrou o
apoio dos Estados membros da OEA.
Este fato levou ao abandono da abordagem global na
codificação desse ramo do Direito e ao início da segunda fase,
em que predomina a codificação setorial do Direito Internacional
Privado.
Assim,
em 1971, os mecanismos anteriormente usados para tratar do Direito
Internacional Privado no âmbito americano foram substituídos
pelas Conferências Especializadas Interamericanas sobre Direito
Internacional Privado, ou CIDIPs, que hoje nos são familiares.
A Carta da OEA define as Conferências Especializadas como
“reuniões
intergovernamentais destinadas a tratar de assuntos técnicos
especiais ou a desenvolver aspectos específicos da cooperação
interamericana”./
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