OEA/Ser.G

                                                                                                                        CP/doc. 3541/02

                                                                                                                        8 janeiro 2002

                                                                                                                        Original: inglês

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUINTO RELATÓRIO DA MISSÃO DA

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS AO HAITI

 

Progresso com vistas a um acordo inicial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este documento será distribuído às Missões Permanentes

e apresentado ao Conselho Permanente da Organização.


INTRODUÇÃO

 

 

            Com base em amplas consultas entre os Chefes de Estado e de Governo sobre o Haiti, na Terceira Cúpula das Américas, realizada na Cidade de Québec, Canadá, de 18 a 22 de abril de 2001, o Primeiro-Ministro canadense, Jean Chrétien, declarou na cerimônia de encerramento, na parte pertinente, o seguinte:  … solicitamos ao Secretário-Geral da OEA, Doutor César Gaviria, que colabore com a CARICOM, que faça consultas, que visite Port-au-Prince num futuro próximo, que informe a OEA sobre as conclusões a que chegue antes do próximo período ordinário de sessões da Assembléia Geral e que assegure adequado acompanhamento.

 

            Atendendo a essa solicitação, o Secretário-Geral da OEA e a ex-Primeira-Ministra da Dominica, Eugenia Charles, lideraram uma Missão Conjunta OEA-CARICOM ao Haiti, de 29 a 31 de maio de 2001, prosseguindo os esforços que vinham sendo envidados sob a égide da OEA no sentido de solucionar a crise política suscitada pelas contestadas eleições legislativas e locais de maio de 2000 no Haiti.[1]/

 

            A Missão manteve consultas com o Presidente Jean-Bertrand Aristide, representantes do Fanmi Lavalas e da Convergência Democrática, de outros setores da comunidade política, da sociedade civil e da Igreja.  A Missão concluiu que, dada a desconfiança existente entre os dois principais protagonistas, o clima reinante não era propício a negociações diretas para a solução da crise.

 

            Ao preparar-se a Missão para deixar o país, o Presidente Aristide apresentou uma carta ao Presidente do Trigésimo Primeiro Período Ordinário de Sessões da Assembléia Geral da OEA, da qual constavam cinco elementos que, na sua opinião, poriam fim a essa situação, e na qual solicitava o apoio da comunidade internacional à sua iniciativa.  A carta foi publicada como AG/INF.260/01 corr.1.

 

            A Assembléia Geral, com base nos elementos apresentados pelo Presidente, aprovou a resolução AG/RES. 1831, iniciando um processo para a celebração de um acordo de bases amplas entre o Governo do Haiti, os partidos políticos, a sociedade civil e outras instituições relevantes da sociedade haitiana...”.  A Assembléia Geral encarregou o Secretário-Geral de intensificar seus esforços para a consecução desse objetivo.  Cópia da resolução mencionada figura no Anexo 1.

 

            Ao implementar a resolução da Assembléia Geral, a OEA procurou chegar a um acordo consensual, sustentável e suficientemente amplo para solucionar a crise política.  Um acordo que obedeça a esses critérios só será possível se forem consideradas as preocupações de ambos as partes.

 

            Tendo em vista fortalecer a confiança mediante um processo etapa por etapa, a OEA adotou uma fórmula que visava à assinatura de um acordo inicial sobre uma série de elementos chave, a ser posteriormente seguido pela negociação de um acordo global sobre uma gama mais ampla de questões.

 

            O Secretário-Geral e o Secretário-Geral Adjunto da Organização obtiveram considerável progresso em relação às suas tentativas de intermediação do acordo inicial, cujos principais elementos eram a constituição de um conselho eleitoral confiável e um acordo sobre várias medidas que criassem um ambiente que permitisse eleições aceitáveis.  Contudo, seus esforços não chegaram até agora a alcançar um consenso suficientemente amplo para a conclusão das conversações, em virtude das profundas diferenças quanto à oportunidade dessas eleições e à situação em que os representantes locais eleitos no pleito de 21 de maio de 2000 se achariam no período entre a assinatura de um acordo e a data das novas eleições.  Também há dificuldade em reconciliar a estratégia do Fanmi Lavalas para conseguir um acordo inicial limitado estritamente segundo os parâmetros da resolução da Assembléia Geral e a tentativa da Convergência Democrática no sentido de que a maioria, se não todas, as suas preocupações sejam consideradas no acordo inicial.

 

            Para que as conversações chegassem a uma conclusão satisfatória, a OEA apresentou às duas partes uma proposta de compromisso que procurava considerar suas preocupações.  Em geral se acredita que essa proposta constitua a base de um acordo justo que poderia funcionar.  Entretanto, a violência e a desordem intermitentes, de motivação política, criaram um clima de insegurança e desconfiança mútua que continua a frustrar uma conclusão bem-sucedida.

 

            Este relatório abrange as negociações desde a adoção, em 5 de junho de 2001, pela Assembléia Geral, da resolução AG/RES. 1831 até a última rodada de conversações em 12 de dezembro de 2001.

 

 

AVANÇOS IMPORTANTES

 

            Em cumprimento ao mandato da Assembléia Geral, o Secretário-Geral Gaviria e o Secretário-Geral Adjunto Einaudi visitaram o Haiti de 29 de junho a 3 de julho de 2001, a fim de promover o diálogo com vistas a solucionar a crise.

 

            Contra o pano de fundo das asserções da oposição política de que a resolução da OEA não abrangia suas principais preocupações, a delegação submeteu a consideração um documento de trabalho que incluía medidas de acompanhamento para a criação de um clima que levasse a eleições dignas de crédito.

 

            A primeira grande conquista nessas conversações foi conseguida no momento em que o Fanmi Lavalas e a Convergência Democrática acordaram uma fórmula para o estabelecimento de um novo Conselho Eleitoral Provisório (CEP).  O Presidente Aristide e todos os setores envolvidos nas negociações admitiram que a fórmula consensual podia criar uma instituição que satisfaria o padrão previsto na resolução da Assembléia Geral.

 

            As discussões sobre o mandato do CEP não deram ensejo a um acordo.  Num momento crítico das deliberações, a iniciativa da sociedade civil propôs que todos os 18 senadores e todos os deputados eleitos em 21 de maio de 2000 se submetessem a novas eleições em fins de 2002 e que as eleições locais fossem realizadas ao mesmo tempo.  Também se propôs que não fossem contestadas as eleições de 26 de novembro, nas quais foram eleitos o Senhor Jean-Bertrand Aristide e nove senadores.  A Convergência Democrática endossou a proposta; o Fanmi Lavalas não fez objeção a ela; ambos pediram tempo para consulta.

            Entretanto, reencetadas as discussões sete horas depois, o Fanmi Lavalas declarou, numa contraproposta, que sete senadores já haviam renunciado, cinco senadores cujas cadeiras não haviam sido questionadas tinham decidido renunciar e seis senadores cuja eleição tampouco havia sido questionada tinham acordado que seus mandatos terminariam em 2004 e não em 2006.

 

            A sessão foi suspensa na terça-feira, 3 de julho, quando se tornou evidente que não se chegaria a consenso e que ambas as partes necessitavam de mais tempo para reflexão e consulta.

 

 

PROGRESSO INCREMENTAL

 

            O Secretário-Geral voltou a Port-au-Prince, de 13 a 15 de julho de 2001, a fim de avançar as negociações.  Na rodada de discussões, ambas as partes chegaram a consenso quanto às seguintes questões, que ficaram pendentes ao serem suspensas as negociações em 3 de julho:

 

-                      Papel e comportamento da polícia no processo eleitoral.

-                      Estabelecimento, funções e modus operandi de uma Comissão de Garantias Eleitorais.

-                      Assuntos relacionados com o complemento da lotação de pessoal e o manejo administrativo do CEP.

-                      Normalização das relações entre o Haiti e as instituições financeiras internacionais. 

 

            O consenso quanto a essas questões é refletido no Projeto de Acordo Inicial Rev. 8, que figura como Anexo 2.

 

            No domingo, 15 de julho, o Secretário-Geral convocou uma reunião entre representantes da comunidade doadora internacional, por um lado, e o Governo e o Fanmi Lavalas, por outro, para discussão das relações do Haiti com a comunidade no contexto das negociações.

 

            As Delegações do Governo e do Fanmi Lavalas eram chefiadas pelo Primeiro-Ministro Chéréstal e pelo Senador Yvon Neptune, Presidente Interino do Fanmi Lavalas, respectivamente.  A comunidade doadora era representada pelos Embaixadores dos Estados Unidos, da França, da Espanha, da Alemanha e da União Européia e pelo Chefe da Agência de Cooperação Canadense em Port-au-Prince.

 

            O Primeiro-Ministro observou que o Governo fizera enormes sacrifícios desde as contestadas eleições para corrigir as deficiências identificadas pela comunidade internacional.  Salientou que, em relação à resolução AG/RES. 1831, de 5 de junho de 2001 da Assembléia Geral da OEA, o Governo entendia que, em resposta à renúncia dos sete senadores contestados, teria início um processo em que a normalização das relações do Haiti com a comunidade internacional seria um componente crítico e integral.  Inferiu que havia pequena reciprocidade da comunidade internacional em relação aos esforços do Governo.  A posição do Primeiro-Ministro foi endossada pelo Senador Neptune.

 

            A comunidade sugeriu à Delegação que a resolução da OEA criava uma dinâmica que facilitava as negociações diretas e identificava três fases na resolução:

 

-                      Renúncia dos senadores contestados.

-                      Criação de um conselho eleitoral confiável, independente e neutro com um mecanismo operacional.

-                      Negociação de um acordo global.

 

            A comunidade previu o retorno gradual a uma relação normal, com liberação paulatina de fundos após uma solução positiva para a crise.

 

            O Primeiro-Ministro Chéréstal tomou nota de todas as informações prestadas pelas representações, mas manifestou preocupação quanto a que a normalização possa não ter início depois da assinatura de um acordo preliminar e sim na conclusão de um acordo global.

 

            O Secretário-Geral foi de opinião que o intercâmbio era franco, ao mesmo tempo que útil, porquanto conferia transparência às relações entre o Haiti e a comunidade internacional.  Ele via a necessidade de maior fortalecimento da confiança, o que poderia ser facilitado por um acordo.

 

            Nas discussões sobre o mandato do CEP, o Fanmi Lavalas e a Convergência Democrática acordaram que as eleições legislativas de 18 senadores e de todos os membros da Câmara de Deputados deviam ser realizadas em novembro de 2002.  As duas partes não chegaram a consenso quanto às eleições para as Collectivités Territoriales.  A Convergência Democrática era a favor da realização das eleições locais juntamente com as eleições legislativas na mesma data em novembro de 2002.

 

            O Fanmi Lavalas propôs que as eleições locais fossem realizadas em maio de 2003 e propôs, como segunda opção, que se realizasse uma eleição para a Legislatura e as Collectivités Territoriales, em data a ser fixada, entre março e julho de 2003.  A Convergência Democrática apresentou, como contraproposta, que se realizasse o primeiro turno das eleições para a Legislatura em novembro de 2002 e o segundo turno dessas eleições juntamente com as eleições locais em data a ser fixada pelo CEP.

 

            A Convergência Democrática apresentou como parte de sua proposta um calendário para que os representantes eleitos no pleito de 21 de maio de 2000 deixassem vago seu cargo antes das novas eleições.  O Fanmi Lavalas fez decidida objeção a esse calendário com base em que não haviam sido identificadas deficiências pela OEA nas eleições locais e, por conseguinte, os representantes deviam ser considerados devidamente eleitos e autorizados a concluir seu mandato.  Além disso, o Fanmi Lavalas argumentou que essa demanda prejudicaria seriamente os planos de comemoração do bicentenário da Independência haitiana em janeiro de 2004.

 

            O Secretário-Geral suspendeu as negociações quando se tornou evidente que era improvável que se chegasse a consenso quanto a essa questão crucial nessa rodada de negociações.

 

 

ENDURECIMENTO DAS POSIÇÕES

 

            Em 28 de julho de 2001, homens armados atacaram uma academia policial próxima a Port-au-Prince e três delegacias policiais no país.   Foram mortos cinco policiais e 14 ficaram feridos.  Onze homens que se alegava serem ex-membros do dispersado exército haitiano foram detidos na República Dominicana em função do incidente.  O Governo do Haiti descreveu os ataques como uma tentativa de golpe de Estado e acusou a oposição política de cumplicidade no incidente.  A oposição rejeitou essas acusações e alegou que o Governo usava o incidente como pretexto para deter e perseguir os que o apoiavam.

 

            O incidente criou renovado clima de desconfiança na comunidade política e ameaçou frustrar as negociações.  A oposição usou o incidente como base para exigir mais garantias ou fortalecer os mecanismos de monitoração ou verificação no acordo inicial.

 

 

GRUPO DE AMIGOS

 

            Em cumprimento a uma disposição da resolução AG/RES.  1831, do Trigésimo Primeiro Período Ordinário de Sessões da Assembléia Geral, o Secretário-Geral estabeleceu, em 2 de outubro de 2000, um Grupo de Amigos do Haiti para prestar assistência nos esforços por resolver as dificuldades do país.  O Grupo foi constituído pelos seguintes países:  Alemanha, Argentina, Bahamas, Belize, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, México, Noruega, República Dominicana e Venezuela.

 

            Entre suas muitas funções, o Grupo de Amigos serve o Haiti e a Secretaria-Geral como grupo assessor informal e ajuda a representar pontos de vista e questões às autoridades políticas do Haiti.  Também presta apoio a várias atividades explicitamente indicadas na resolução da Assembléia Geral, tais como o fortalecimento da democracia, a promoção dos direitos humanos e o desenvolvimento social e econômico do Haiti.

 

 

INFLEXIBILIDADE

 

            O Secretário-Geral Adjunto Einaudi foi incumbido de nova missão ao Haiti, de 12 a 14 de outubro de 2001, para reiniciar as negociações e tentar alcançar um acordo inicial.

 

            Tanto o Fanmi Lavalas quanto a Convergência Democrática concordaram em retomar as conversações diretas no ponto em que haviam sido suspensas em 15 de julho.  Acordaram também a seguinte agenda:

 

-                      Data das eleições

-                      Calendário de saída dos representantes

-                      Ambiente para eleições confiáveis

 

            As negociações foram intensas e evidenciaram diferenças substanciais entre os dois lados.  O Embaixador Einaudi procurou centrar as conversações nas datas das eleições, de maneira neutra e imparcial, evitando explicar os motivos por que as eleições deviam ser realizadas.  Colocou em discussão a seguinte proposta:

 

-                      Eleição de dois terços do Senado e da Câmara dos Deputados em novembro de 2002

-                      Eleição para as Collectivités Territoriales em março de 2003

-                      Eleições indiretas a serem realizadas após essas eleições

 

            A proposta da OEA não previu a questão de em que momento as autoridades deixariam os cargos, mas seguiu os parâmetros do que fora proposto pelo governo em julho.

 

            O Fanmi Lavalas solicitou que a OEA revisse sua posição e restaurasse o adjetivo antecipadas para qualificar as eleições.  Também sugeriu o mês de junho para as eleições locais e deixou consignado que sua proposta de antecipar as eleições marcadas para novembro de 2003 tinha o único objetivo de permitir a comemoração do bicentenário da Independência do Haiti.

 

            O Embaixador Einaudi decidiu se ater ao que propusera como solução de compromisso e evitar qualquer adjetivo que favorecesse um lado ou o outro.  A Convergência Democrática aceitou a proposta da OEA incondicionalmente.  O Fanmi Lavalas rejeitou a proposta e insistiu no adjetivo antecipadas, a fim de negar à oposição qualquer oportunidade de sustentar que se tratava de novas eleições, em virtude de as eleições de 21 de maio terem sido invalidadas.

 

            A rejeição reiterada da solução de compromisso proposta pelo Fanmi Lavalas levou à  interrupção das discussões.

 

            Foi alcançado algum progresso, contudo.  O Fanmi Lavalas e a Convergência Democrática reafirmaram sua aceitação de novembro de 2002 para a realização das eleições legislativas.  Entretanto, as conversações fracassaram porque não houve acordo quanto a uma data para as eleições locais.  O governo queria que as autoridades locais eleitas em 21 de maio de 2000 concluíssem seus mandatos.  A Convergência acreditava que essa posição constituía um obstáculo à justiça, uma vez que o controle pelo Fanmi Lavalas das autoridades locais seria prejudicial à oposição nas eleições.

 

            A OEA sugeriu um mecanismo que responsabilizasse as autoridades locais desacreditadas por seus atos e restringisse as outras, a fim de ensejar uma aparência de justiça.  O Fanmi Lavalas e o Governo responderam por escrito apresentando uma contraproposta de caráter genérico.  A Convergência Democrática concordou em princípio com o mecanismo da OEA, mas prometeu acrescentar alguns elementos.

 

            Quando as negociações foram suspensas em 14 de outubro de 2001, as posições do Fanmi Lavalas e da Convergência Democrática sobre as questões eram as seguintes:

 

Mandato do CEP

 

            Proposta da OEA (Endossada pela Convergência Democrática)

 

            A.        Organizar, em novembro de 2002, eleições para a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado.

 

            B.         Organizar, até março de 2003, eleições para as Collectivités Territoriales, após as quais serão realizadas eleições indiretas. 

 

            Contraproposta do Fanmi Lavalas

 

            A.        Organizar eleições antecipadas em novembro de 2002 para a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado.

            B.         Organizar eleições para as Collectivités Territoriales em data a ser fixada pelo Conselho Eleitoral Provisório, no primeiro semestre de 2003.  Após essas eleições para as Collectivités Territoriales, serão realizadas eleições indiretas.

 

 

Calendário de saída

 

            Proposta do Fanmi Lavalas

 

            A.        Senadores e deputados

 

                        Os membros da legislatura eleitos no pleito de maio de 2000 permanecerão em seus cargos até que os resultados das eleições propostas sejam declarados e os novos eleitos façam seu juramento de posse.

 

            B.         Collectivités Territoriales (Prefeitos e CASEC)

 

                        Aqueles que assumiram mandatos legislativos em decorrência das eleições de 21 de maio de 2000 permanecerão em seus cargos até a expiração de seus mandatos em janeiro de 2004.

 

            Proposta da Convergência Democrática

 

            A.        Os senadores, deputados, membros da ASEC e DV manterão seus cargos até março de 2002.

 

            B.         Os antecedentes dos prefeitos e dos membros da CASEC serão examinados pela Comissão de Garantias Eleitorais, a fim de assegurar que não tenham adotado comportamento antidemocrático.

 

                        Aqueles que atenderem a esse requisito serão nomeados Agentes Executivos Interinos, que permanecerão em seus cargos até a posse de seus sucessores, normalmente dois meses após as eleições.

 

                        Aqueles que não forem considerados dignos dos cargos serão substituídos.  Seus substitutos serão recomendados por uma comissão democrática conjunta Fanmi Lavalas-Convergência.

 

 

PROPOSTA DE COMPROMISSO

 

            Em reunião informal do Grupo de Amigos, na sede da OEA em Washington, D.C., para discutir o resultado das conversações de outubro, foi estabelecido um consenso quanto à proposta apresentada pelo Embaixador da Argentina junto à OEA no sentido de que - com base em consultas informais sobre as questões - a OEA deveria propor a ambos as partes alguns elementos de um acordo.  A idéia finalmente resultou num documento intitulado ELEMENTOS DE UMA PROPOSTA DE COMPROMISSO”, preparado para o que se considerava a rodada final de conversações para a conclusão de um acordo inicial.  (Anexo 3.)

 

 

FORTALECIMENTO DA CONFIANÇA