OEA/Ser.G

                                                                                                                        CP/doc.3625/02 corr.3

                                                                                                                        30 agosto 2002

                                                                                                                        Original: francês/inglês

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEXTO RELATÓRIO DA MISSÃO DA

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS AO HAITI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este documento será distribuído às Missões Permanentes

e apresentado ao Conselho Permanente da Organização


 

 

 

 

NOTA EXPLICATIVA

 

 

 

    Este corrigendo é publicado a fim de harmonizar a tradução do texto do Projeto de Acordo Inicial Rev.9, da contraproposta do Fanmi Lavalas, remetida mediante nota do Presidente Aristide, de 9 de julho de 2002, e da resposta da Convergência Democrática remetida mediante nota de 11 de julho de 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                       

 


 

Text Box: Organización de los Estados Americanos
Organização dos Estados Americanos
Organisation des États Américains
Organization of American States

17th and Constitution Ave., N.W. • Washington, D.C.  20006

 

 

18 de julho de 2002

 

 

 

Senhor Presidente:

 

 

            Tenho a honra de remeter a Vossa Excelência cópia do Sexto Relatório da Missão da Organização dos Estados Americanos ao Haiti (O esforço contínuo para facilitar uma solução para a crise política) e de solicitar que seja distribuído aos membros do Conselho Permanente.

 

            Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência os protestos da minha mais alta consideração.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                  César Gaviria

 

 

 

 

 

 

A Sua Excelência o Senhor

Embaixador Roger Noriega

Presidente do Conselho Permanente e

Representante Permanente dos Estados Unidos junto à OEA

Washington, D.C

 

 

 


SEXTO RELATÓRIO DA MISSÃO DA

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS NO HAITI

 

(O ESFORÇO CONTÍNUO PARA FACILITAR UMA SOLUÇÃO PARA A CRISE POLÍTICA)[1]/

 

 

            Em 4 de junho de 2002, o Trigésimo Segundo Período Ordinário de Sessões da Assembléia Geral da OEA aprovou a resolução AG/RES. 1841 (XXXII-O/02), “A situação no Haiti”.  Entre outras coisas, essa resolução exorta “o Governo do Haiti, todos os partidos políticos e a sociedade civil haitiana a prestar pleno apoio ao processo de diálogo e às atividades e recomendações da Missão Especial da OEA, da Comissão de Inquérito e do Conselho Assessor de Reparações”.  Também insta “o Governo e todos os partidos políticos do Haiti a que, dentro de um espírito de compromisso, retomem as negociações tendentes a alcançar uma solução para a crise, levando em consideração as prerrogativas constitucionais eleitorais do Governo do Haiti, estabelecendo um cronograma para eleições legislativas e locais tecnicamente viáveis, supervisadas por um conselho eleitoral independente, confiável e neutro”.

 

            Desde a Assembléia Geral, o Secretário-Geral Adjunto Luigi Einaudi e o Ministro das Relações Exteriores de Santa Lúcia e Presidente do Conselho de Relações Exteriores da CARICOM (COFCOR), Senador Julian Hunte, viajaram para o Haiti em duas ocasiões, permanecendo em Port-au-Prince entre 10 e 18 de junho e, depois, entre 5 e 10 de julho.  Em ambas as ocasiões, o Secretário-Geral Adjunto e o Ministro das Relações Exteriores realizaram numerosas consultas com o Presidente, o Primeiro-Ministro, o Fanmi Lavalas, a Convergência Democrática, a Iniciativa da Sociedade Civil e as Igrejas, bem como com o Grupo de Amigos do Haiti.

 

            Em 12 de junho, os Senhores Hunte e Einaudi apresentaram aos partidos políticos, Fanmi Lavalas e a Convergência Democrática, a Rev. 9 do Projeto de Acordo Inicial (Anexo 1).  A Rev. 9 era apenas a fusão da Rev. 8 como se encontrava em julho de 2001 e dos elementos de compromissos submetidos às partes no início de dezembro de 2001.  Para evitar confusões, não se acrescentou nem excluiu texto algum.

 

            Em 14 de junho, o Fanmi Lavalas respondeu ao documento, aceitando-o como “uma base para a negociação”.  Em 15 de junho, esta resposta positiva foi colocada por escrito.  A Convergência Democrática, em uma carta que só foi recebida em 21 de junho, condicionou a elaboração de qualquer resposta a “atos concretos” prévios do governo nas áreas discutidas entre seus representantes e o Presidente Aristide em uma reunião face-a-face e sem precedentes, realizada em 15 de junho da residência do Núncio Papal.

 

            A reunião de 15 de junho, a primeira em que as partes se reuniram desde que o Presidente Aristide assumiu o cargo, foi promovida pelo Secretário-Geral Adjunto e pelo Ministro das Relações Exteriores, com o apoio do Grupo de Amigos e a facilitação do Conselho dos Bispos da Igreja Católica, Hubert Constant.

            As questões levantadas pela CD na reunião face-a-face concentraram-se em assuntos do Estado de Direito, em sua maioria relacionados com casos específicos dentro das categorias tratadas de forma geral no parágrafo 4 da resolução CP/RES. 806 (1303/02) corr.1, de 16 de janeiro de 2002.[2]/ Essas questões são da maior importância, são fundamentais para o trabalho da Missão Especial da OEA e são levadas em conta no processo pelo Governo do Haiti.  Essas e outras preocupações com a segurança, inclusive o desarmamento (que não é mencionado na resolução CP/RES. 806), têm sido e permanecem elementos persistentes do diálogo continuado mantido pela OEA e pela CARICOM com as autoridades haitianas nos mais altos níveis.  Mas o Secretário-Geral Adjunto Einaudi e o Ministro das Relações Exteriores Hunte também deixaram claro repetidas vezes que eles não as vêem como precondições para a conclusão do que sempre se entendeu ser o Acordo Inicial que habilitará os haitianos a começarem a resolver suas diferenças democraticamente.

 

            Em 1o de julho, o Relatório da Comissão de Inquérito sobre os Eventos de 17 de dezembro de 2002 foi distribuído a todos os Estados membros.  Naquela semana, o Conselho Assessor de Reparações concluiu seu trabalho e submeteu seu relatório final à Comissão Ministerial no tocante à compensação para as vítimas que sofreram perda como resultado dos eventos de 17 de dezembro de 2001.[3]/

 

            Entre 5 e 10 de julho de 2002, o Secretário-Geral Adjunto Einaudi retornou ao Haiti, esperando concluir o Acordo.  O Ministro das Relações Exteriores Hunte reuniu-se a ele em 6 de julho, e ambos deram início a uma nova rodada de consultas com todas as partes.  No final dessa visita, o Presidente do Haiti forneceu outro documento, declarando o compromisso de seu Governo em numerosas áreas tratadas no acordo inicial e com as recomendações da Comissão de Inquérito.  A Convergência Democrática ficou de apresentar sua resposta em seguida, a qual foi de fato recebida em 11 de julho.

 

            Esses dois documentos figuram em anexo. A nota do Presidente, de 3 de julho (com seus três anexos) figura como Anexo II e a resposta da Convergência Democrática figura como Anexo III.

 

 

 


Não houve acordo sobre texto em negrito.